O Sal de Glauber – homenagem ao realizador brasileiro

:: Dia 27, sexta-feira
Auditório, 21h30


Cinema, música e poesia

 

A única opção do inteletual do mundo subdesenvolvido entre ser um “esteta do absurdo” ou um “nacionalista romântico” é a cultura revolucionária.
Glauber Rocha 

Nas décadas de 60 e 70, anouvelle vague e o neo-realismo europeus convergem num Cinema Novo brasileiro cujo maior representante é um baiano pobre com nome de cientista. De cabelos desgrenhados e gesticulando compulsivamente, Glauber Rocha deixa transparecer laivos de génio louco, caprichoso, um agitador de consciências e políticas munido da arma estética. Alguém que ou se ama ou se odeia.

Deixou marca indelével no panorama artístico europeu tendo sido distinguido como Melhor Realizador no Festival de Cannes de 1969 com O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, obra que Martin Scorsese elege como a sua maior inspiração. Uma década mais tarde, criou um verdadeiro tumulto ao contestar violentamente a vitória de Louis Malle no Festival de Veneza, no qual apresentara o polémico Terra em Transe.

Para muitos, voz dos despossuídos como ele; realizador, escritor, por vezes ator, Glauber de Andrade Rocha tornar-se-ia, simplesmente, o Glauber.

Com O Sal de Glauber reavivamos a memória de uma figura incontornável da História do Cinema, embaixadora da revolução estética e da arte (d)e intervenção do Brasil que transpôs os limites da lusofonia.
Por Joana Costa

Uma organização de Marta Boaventura Pinto e Joana Costa

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