Lançamento do livro “A agave só floresce uma vez” de Eurico Figueiredo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

:: Dia 15, quarta-feira
Auditório, 18h30

Apresentação por: Manuel Carvalho, jornalista e director adjunto do jornal Público

Pedro Baptista, romancista, cronista e ensaísta, investigador na área do pensamento português na Universidade do Porto e na Universidade Católica do Porto, e na área dos direitos humanos na Universidade do Minho. Politicamente activo desde sempre, foi deputado pelo Porto entre 1995 e 1999 e é presidente do Movimento Partido do Norte.

Carlos Farate, Doutor em Medicina, Professor no ICBAS e Presidente do Instituto de Formação Terapêutica Psicanalítica do Porto.

Patrocínio: Instituto de Formação Terapêutica Psicanalítico do Porto.

Sinopse: Nas terras junto ao Douro, chão fértil para toda a sorte de castas, também Arnaldo tenta medrar, agora aposentado e longe dos seus, querendo dar um rumo novo e ainda pujante aos seus dias. Mas, como a agave paciente, conseguirá e terá ele o seu florir derradeiro? Uma novela de grande sensibilidade, que tocará certamente os leitores.
«Querida Irene,
As coisas por aqui continuam bem. A vinha este ano está fabulosa. Espero que, se tudo correr bem no Verão, sem excesso de calor, tenhamos uma magnífica colheita.
Mas algo aconteceu de estranho: uma das agaves plantadas em 1996 floresceu nesta Primavera. Tem sete anos de idade e lançou uma florescência de uns dez metros de altura. Sinceramente, o que encontrei na literatura aponta para que, nas regiões mais quentes e secas, a primeira e única floração surja quando têm uns dez anos de idade: depois secam e morrem! Mas nunca tão cedo.
[…] Achei bizarro. E, apesar do meu feroz racionalismo, fui possuído por um terrível pressentimento. Como já tinha tido pensamentos mágicos no Algarve quando as redescobri e a Graça Murta me sensibilizou para os mistérios da agave. Pressentia então que o meu tempo teria acabado. Valeu-me uma motivação forte: o projecto da quinta ter-me-á salvo. Agora, a florescência da agave será o sinal de que terminei um novo, ou o último ciclo da minha vida?»

“Em Agosto de 2009 estava no Algarve com um casal amigo. Quando passávamos junto de uma álea de agraves americanas, uma delas exibia uma enorme florescência. “Sabes que as agraves quando florescem morrem?” comentou a minha amiga Gracinda Marques. Fiquei perplexo, profundamente chocado com esta estranha lógica da natureza. À noite, informei os meus amigos, divertidos, que tinha todo o enredo de uma novela na cabeça: “ a agave só floresce uma vez”. Meio ano depois a novela estava acabada e Gracinda, pintora, ofereceu-me um desenho com uma agave já a perder as flores, para a capa do livro. É uma novela de amores, saudade, vinhas, vinhos, culinária e o Douro…Sempre o Douro.”
Eurico Figueiredo, 17 de Maio de 2011

Biografia: Eurico Figueiredo tem o gosto pela intervenção polivalente. Premiado como pintor nos seus jovens 20 anos, viu a vocação perder-se pela dureza da luta estudantil com que se comprometeu nos anos sessenta. O exílio fê-lo psiquiatra, psicoterapeuta e psicanalista. Nos anos noventa, já catedrático de psiquiatria, foi deputado em duas legislaturas. Dedicou-se, sobretudo, à luta contra o plano hidrológico espanhol, pela preservação das gravuras de Foz- Côa, contra o proibicionismo na toxicodependência, pela regionalização. Ensaísta na área de encontro da psicanálise e a da cultura, valores e gerações, iniciou a sua actividade literária com “Guerrilheiro Sentimental, Estórias de Exílio”.

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