Apresentação do livro “Levante, 1487: A Vã Glória de João Álvares”, de José Maria Pimentel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

:: Dia 18, sábado
Auditório, 21h30

Apresentação: Acontece na costa desértica do Namib. Três naus do Rei João de Portugal (duas caravelas e uma urca) lançam ferro num lugar já conhecido de antes como Angra do Salto. A escala leva apenas o tempo necessário para o transbordo de todos os mantimentos para as caravelas, que abalam logo depois para a descoberta mais ansiada do Rei — a passagem para o mar das Índias, pelo sul do grande continente africano.
Na Angra fica a esvaziada urca dos mantimentos. Fica também o capitão Diogo Dias, com o encargo de a aprovisionar com água e mantimentos até ao glorioso regresso das caravelas do irmão — o capitão-mor Bartolomeu Dias.
João Álvares é o mestre da urca, competente, com origem nobre, dotes de bravura e um mesquinho azedume contra os caminhos da política no Reino. Com ele, são nove os marinheiros que, durante nove longos meses, comungaram na inóspita angra com os Kwepes locais desígnios inimagináveis.
As caravelas do Cabo recolhem os sobreviventes e os sinais do drama, e transportam-nos até ao poderoso rio do grande Reino do Kongo, onde se consuma a missão do Rei João e se sepultam segredos.

Nota biográfica: Nasceu em Angola. Tomou daquela terra imensa os sabores do tempo e da distância, bebeu água do Bengo e trouxe consigo para sempre uma relação irredutível com o horizonte. O mar que o liga aos lugares onde cresceu é o mesmo que lhe guarda as memórias das cálidas manhãs de vela aos domingos, em que divagava para os lados de São Pedro da Barra, salpicado de devaneios por entre heróis do mar, naus e viagens míticas.
Não lhe chegou a fantasia. Inteirou-se sobre náutica, navegação, astronomia. Desbravou as rotas longínquas. E tornou-se próximo dos navegadores.
Numa vã demanda da construção naval, estudou engenharia no Porto, evadindo-se depois para Lisboa onde deambulou pela publicidade, pela ilustração, pela comunicação e pelo desenho animado, sempre animado pela ficção e pela possibilidade de publicar.
Fê-lo agora, mais cedo do que nunca, depois de quase quatro anos de pertinaz emersão por entre as vagas alterosas do expediente criativo da capital. Lá está o mar de sempre, mas também as pessoas, a sua paixão sem medida. Longe vai para lhes chegar. Distância e proximidade são ainda o paradigma da sua vida.

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