Exposição de pintura e escultura “Afectos Telúricos”, Taveira da Cruz (De 16 a 31) – Inauguração

:: Dia 16 | sábado
Galeria piso 2, 16h00

A filosofia da razão
Obra relevante dum mestre que idolatrando a luz e a cor, alicerça uma força telúrica imensa sistematicamente exposta e ilustrada magnificamente nos seus quadros, que, no fundo, exprimem as “ filosofias da razão”, a natureza, a justiça e a verdade da arte, ou ainda a “ sua grandeza criadora”, que transforma tudo que é belo nos reflexos vitais da existência. Há um simbolismo invulgar neste artista que pode levar a um realismo burguês, pela técnica, mas o pintor credenciado sabe vivificar sem descambar para os valores teatrais da cópia. Apresenta-se viril, numa originalidade pessoal, como é seu timbre, cantando com os pincéis e espátulas, todos esses valores panteístas numa precisão de traço, que é liberdade, ávido por coisas novas, outras vestimentas, naquela ânsia de comunicar tal como é: numa actualização da forma, das perspectivas, dos volumes, numa escola quase doutrinal, directa ou indirectamente, numa viva pedagogia. Gostei de ver novamente este consagrado pintor numa pintura cimeira e primordialmente crítica da sua geração que se actualiza, se renova, presencista, que, numa soberba antinomia tem um sentido revolucionário. Expressiva, quase renascentista naquele impressionismo quando alcança a integridade da harmonia, a luz, em certos ângulos entra pelos olhos adentro, deslumbra, numa morbosa exacerbação sensual que apetece ficar agarrado aos quadros, como se sentisse as vestes femininas duma bela mulher! Trabalha o quadro numa segurança livre e desenrola os pincéis ou a espátula, nas esferas da beleza e exemplifica o conteúdo pela “ teoria”, pelo “ jogo directo”, sem falsos ouropéis, e mesmo num ou noutro quadro forçado, Taveira da Cruz, fixa caracterologicamente a simbiose da prospecção da natureza, dos objectos, da atmosfera psicológica, a essencialidade das figuras, o que é geneticamente válido ou existencial. Grande mostras nos tem presenteado este mestre! Revivo as imagens vistas a correr e trago nos olhos as “ cenas líricas” e diversas como o pintor tivesse a ambição ardente e rediviva de escalar os paramos da Acrópole, sem desfalecimentos ou dúvidas mas somente na “ dor da criação”… Voz única dos presentes, entendidos ou leigos, a beleza da coisa vista tem sido o constante prazer estético; a exigência estrutural e formal do objecto, da coisa que se conhece através do pintor numa larga gramática, fruto da sua sabedoria reconhecida pela país e no estrangeiro, na máxima – quod visum placed. A pintura de Taveira da Cruz agora vista evolui e possui as paixões estéticas e abstrai a tragicidade escatológica para dar a todos um hino de luz, cor, desenho de pura contemplação num quase hino de disciplinas. Pintura unificada na sua rebeldia! O complexo inconsciente deste artista é o nervo criativo, espiritual latente, que origina os seus quadros que ficam nas zonas nobres do espírito. E isso é um valor donde abrolha a emoção estética!
(Dr. Manuel Bontempo (jornalista, escritor e crítico de arte)

Nota biográfica: Taveira da Cruz nasce em Vila Real. Imigra para Espanha onde frequenta vários ateliers livres e conhece alguns mestres da pintura. Anos mais tarde regressa a Portugal onde continua a dedicar-se à arte. Viaja por vários países dos quais se destacam. Inglaterra e Continente Africano, nos quais faz estudos sobre a Natureza, nomeadamente Angola, Namíbia e Zaire. Regressa a Portugal e instala-se no seu atelier em Vila Nova de Gaia dedicando-se somente à pintura. É membro de várias organizações artísticas e detentor de várias distinções. Está representado em vários museus e colecções particulares, sendo citado em diversos livros e publicações de arte. Em 2004 torna-se cronista e critico de arte a convite do Jornal “ O Comercio do Porto”. Em 2005/2006 é director artístico da Galeria de Arte “ Pátio das Artes”. Em Outubro de 2007 com o apoio do Ministério da Cultura lança o livro “ Pintura de Taveira da Cruz”.

Está representado: Museu João Mário (Alenquer), Museu de Sintra, Museu Maria da Fonte (Castro Dáire), Museu da Fundação Eng. Ant. de Almeida (Porto), Museu Municipal de Alenquer, Governo Civil de Vila Real, Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia e Câmara Municipal de Sabrosa.

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