Exposição pequenas revoluções – pintura da pat

Imagem

Pat desenvolve trabalho de pintura, fotografia e intervenção.

A série de trabalhos FAZEM-SE REVOLUÇÕES POR ENCOMENDA começou por ser uma ação interventiva num espetáculo do ciclo poético Quintas de Leitura, no Teatro do Campo Alegre, no Porto. Leitores de poemas, músicos e performers eram anunciados em palco, pelos desenhos da Pat, transportados nas mãos de uma bailarina erótica.

PEQUENAS REVOLUÇÕES são agora acrílicos sobre tela, pintados entre Janeiro e Outubro de 2011. Nestes quadros, de forma caricatural e garrida, Pat aborda temas deste mundo estapafúrdio.

Esta exposição de pintura – a primeira – surgiu como forma de agradecer àqueles que, ao longo dos anos, fizeram questão de incluir obras da Pat nas suas coleções: Lucília Monteiro, Mafalda Megre, Rita Siza, Claudia Falley, Susana Peixoto, Paula Avelar e Artur Miguel Moreira Rubim, entre outros.

 

http://www.facebook.com/event.php?eid=257405040976233

Exposição Desenho e Pintura de Catarina Vieira

Cave

Exposição Desenho e Pintura de Catarina Vieira

Até 31 de Outubro

O que é a arte? O que é o belo? O conceito de arte muda com os tempos, com as vontades, com o ser… assim como a ideia do belo. Assim, entre tantas outras coisas, podemos dizer que a arte é um grande processo de auto-redescoberta da Humanidade, um monumento que é como um ser vivo: sempre deslumbrante, sempre fascinante, mas sempre inacabado… Esta exposição, modestamente intitulada “Desenho e Pintura”, é uma amostra do trabalho de uma jovem e promissora artista que se começa a descobrir a si mesma e à arte; uma viagem inocentemente desconexa em busca daquilo a que chamamos beleza…

Catarina Vieira, nascida em Rio Tinto em 1994, tem vindo a explorar o mundo das telas e dos pincéis desde os seus dez anos. Frequenta actualmente o 12.º ano de escolaridade, no curso de artes visuais. Já participou por várias vezes em exposições colectivas, de que se destacam três participações na exposição internacional “GóisArte”. Esta é a sua primeira exposição individual.


Exposição PINTURA Circus de Alexandre Rola

Galeria

Exposição PINTURA

Circus de Alexandre Rola

Até 31 de Outubro


«Os artistas de circo são superiores a mim

Porque sabem fazer pinos e saltos mortais a cavalo

E dão os saltos só por os dar

E se eu desse um salto havia de querer saber por que o dava

E não os dando entristecia-me

Eles não são capazes de dizer como é que os dão

Mas saltam como só eles sabem saltar

E nunca perguntaram a si mesmos se realmente saltam

Porque eu quando vejo alguma coisa

Não sei se ela se dá ou não nem posso sabê-lo

Só sei que para mim é como se ela acontecesse porque a vejo

Mas não posso saber se vejo coisas que não aconteçam

E se as visse também podia supor que elas sucediam…»

(Fernando Pessoa)


No dia 27 de Outubro de 1978 nasceu, no Porto, Alexandre Rola.

Ingressou, após o secundário, no curso de economia no ano de 1997, que veio a concluir em 2002. Em 2003 tirou o curso de fotografia que lhe forneceu o apoio necessário para alguns experimentalismos fotográficos pelo País e pela Europa. Em 2004 ingressou no curso superior de Design e Comunicação que veio a finalizar em 2008. Em 2010 concluiu uma tese de mestrado sobre Intervenções Urbanas na ESAD.

Paralelamente, desde 2001, pinta exaustiva e diariamente. Desde 2003 que expõe regularmente.

www.alexandrerola.com

Inauguração com Porto d’Honra da exposição de pintura “O GESTO DO OLHAR”, dos alunos do Atelier do Gólgota

:: Dia 2 | Sábado
Galeria da Cave (de 1 a 15), 17h30

O GESTO DO OLHAR
Ensina-se uma criança a ler, a escrever, a desenhar, a contar, mas não se ensina a sentir.
Isso, está dentro de cada uma, e nós, educadores, só podemos tornar consciente que aquilo que elas sentem pode ser transmitido por um gesto: um gesto, que é um olhar: uma palavra, um silêncio, uma dança, uma música, um caminhar a pé, um rir, um chorar, um ouvir o outro, os dias monótonos, um desenho que se risca no papel, uma mancha de cor que se destaca numa paisagem.
Quando os faço observar uma pintura e os conduzo dentro dela, para que lhe sigam as linhas do desenho que está por trás e é invisível, ou as linhas negras que ficaram a moldar a silhueta de uma árvore, de um objecto, de um corpo, ou as manchas de cor que definem volumes, ou estados de alma…o que eu pretendo mesmo é que sintam a construção da pintura, que é um pensamento, que é um sentir, e incutir-lhes o hábito de dedicarem o seu tempo ao olhar. Porque com o olhar, vem a consciência do saber sentir. E deste sentir que se conhece, vem atrás a descoberta de si próprio. O que há de mais sério e importante?
Estas palavras não as dirijo às crianças, mas aos pais e educadores. A crise em que todos estamos mergulhados esboça-se há muito, muito tempo. Está na sua origem a ausência da educação do olhar, que é afinal, a ausência da generosidade na partilha do nosso sentir. Porque ele está enterrado, bem enterrado nos escombros da aparência, da ganância.
Acredito nestas novas gerações, na força do seu trabalho gigantesco que terão pela frente, mas salvos pelo gesto do olhar.
(Mónica Baldaque, Porto, 2 de Abril de 2011)

 Participantes: Bárbara Nunes da Silva, Carlota Rodrigues, Catarina Cortês, Francisca Costa, Joana Bela, Leonor Sousa Soares, Mariana Azeredo, Mariana Negrão, Maria Inês Ferreira e Teresa Fonseca

Inauguração com Porto d’Honra da exposição de pintura e desenho de José Alberto Baganha Sinde

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 :: Dia 1 | Sexta-feira
Galeria do piso 2 (de 1 a 15), 21h30

Os trabalhos expostos resultaram de uma atividade que é desenvolvida há já alguns anos de forma regular na área do desenho e da pintura, em paralelo e de modo complementar à  atividade profissional de professor de artes visuais, no ensino público básico e secundário. O conjunto formado por desenhos e pinturas,  revelam carácteres ora  mais  racionais ora mais  experimentais . O desenho mais imediato, experimental e intuitivo. A pintura, nuns casos mais racional, mais elaborada, composta e organizada (iconográfica), noutros mais imediata, gestual e expressiva. De comum, desenhos e pinturas, têm a expressão e a simbologia. Ao nível do procedimento os desenhos acumulam linhas que originam superfícies e texturas.  As pinturas, linhas – com a marca do gesto – ou manchas mais elaboradas, corrigidas, sobrepostas e densas. A pintura, a acrílico, em pequeno formato sobre papel, o desenho, a tinta da china,  num formato grande.

José Alberto BAGANHA SINDE, nasceu no Porto em 1954. Licenciou-se em Artes Plásticas- Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto. Em 1978 colaborou com o artista plástico Pierre Louy (Annecy, França) na realização de trabalhos de Batik e Vitral. Atualmente, é professor de Artes Visuais no ensino secundário público, no Porto. Desde 1987 participou já em diversas exposições.

 

Exposição de pintura “Portugal, uma paixão”, de Marco Aurélio Cidade (De 16 a 31)

:: Dia 16, quarta-feira
Galeria da Cave  


Inauguração no dia
18, às 21h30

  

“Portugal, uma paixão”
A Europa sempre foi o foco deste publicitário e artista plástico. Berço das artes plásticas, o Velho Continente encanta Marco Aurélio Cidade desde cedo, quando se envolveu com a pintura e a escultura. A vontade de se transferir de país veio mesmo, e ficou (!), quando conheceu Portugal, terra de seus antepassados. A paixão foi imediata. A luz, a cor, o cheiro, as praias e paisagens, a semelhança na arquitetura, a culinária, o mesmo idioma, o calor humano, a simpatia das pessoas. 
Lisboa, Porto, Coimbra (berço de seu bisavô e onde seu avô, mesmo brasileiro, estudou), Algarve, Chaves (essa pequenina ‘cidade da arte’)… Tudo isso mais a saudade que ficou quando regressou ao Brasil, foram motivos suficientes para fazer esta exposição onde apresenta marinhas, paisagens e um quadro especial, baseado numa foto antiga, da amiga Júlia Pinto: a mesa onde lanchava na casa de sua avó, quando era pequenina.
Pode dizer-se que esta é uma exposição de pinturas do coração. Aproveite!


Sobre o autor
Marco Aurélio Cidade é, na verdade, pintor e desenhista desde muito novo. Aos sete, oito anos, já fazia os seus trabalhos, o que levou o seu pai a estimulá-lo com atividades constantes além de lhe ensinar a prática da escultura, que mais tarde aperfeiçoou, apesar de ainda não ter exposto nenhuma de suas peças.
Aos 14 anos começou a frequentar aulas de pintura e teve a sorte de ser aceite por três dos grandes mestres da pintura brasileira: Bustamante Sá, Manoel Santiago e, por último, Luis Verri, de quem teve mais influência no estilo que adoptou para si actualmente. Participou em diversas coletivas e tem vários prémios em Salões. Até ao momento realizou oito exposições individuais, nunca parando de pintar e atendendo a encomendas que o fazem ter quadros em vários locais do Brasil e também no exterior.

Sobre o autor

Exposição de pintura e escultura “Crianças Índigo”, de Manuel Gio

:: Terça-feira, dia 1
Galeria do piso 2 ( De 1 a 15)

Inauguração: Dia 4, 21h30

Em prol da tomada de consciência sobre os novos humanos, o caminho é a aceitaçao das diferenças. A unicidade de cada um, é paradoxal às açoes uniformes”.
(Manuel Gio)

Sobre o autor:
Manuel Gio, residente no Porto. Formação: Gestão de Património. Frequência FBAUP – Artes Plásticas. Técnicas de Pintura Coop. Arvore. Técnicas de Moldes e Escultura.

Exposições:Oroso Artes  – Espanha – Obra Selecionada
Galeria Franchini’s – Porto – Exposição Individual Pintura e Escultura

2009

2010
Bienal de Ansiao-  Obra Selecionada
Galeria Cooperativa Arv
Oroso Artes- Espanha-Obra selecionada
XXVI Certamen de Artes Plásticas- Ciudad Rodrigo- Espanha-Obra Selecionada

2011
Galeria Ordem dos Médicos- Exposição Individual

INAUGURAÇÃO da exposição de pintura “Dream”, de Álvaro da Silva Marques (Patente de 1 a 14)

:: Dia 1, Terça-feira
Galeria da Cave, 16h00

 

ÁLVARO MARQUES 
Artista Plástico,  nasceu em Massarelos  –  Porto em 1963, seguiu  estudos no  Liceu de Vila Nova de Gaia,  tendo efectuado  em  paralelo  uma formação complementar na Academia Comercial Tecla, onde frequentou o Curso de Desenho de C.Civil.
O gosto pelo desenho técnico leva-o a frequentar em 1987, através da Federação dos Sindicatos da Metalurgia Matalomecânica e Minas de Portugal, o Curso de Desenho de Máquinas.
Desde tenra idade desenhou, tendo iniciado na Pintura, mais concretamente em 1989, altura em que começou a dar largas à sua imaginação, interessando-se por todo o tipo de trabalhos ligados às Artes.
Ao longo da sua carreira profissional, a área de Desenho/Pintura, esteve sempre presente, tendo colaborado com empresas de publicidade, como A.Perdigão e Mário Ceriz, na concepção de maquetas para Stand de Expositores.
Em 1991, concretiza a sua 1ª exposição participando numa Colectiva, que se realizou na Casa Tait – Porto com Patrocínios da Rank Xerox, Diário de Notícias e Rádio Comercial, sobre o tema “Pintores de Domingo”.

DREAM
No silêncio da noite, aguardo um sonho inquieto, sísmico, impregnado de avidez das paixões.
Entrego-me á imagem…
Tudo começa com uma tela em branco. A paleta debita lama de tinta; o pincel está embriagado.
Vai-se dando cor por vezes ao fundo, outras vezes alguns traços apenas. Depois, bem… depois, acontece uma história surrealista ou não, são palavras que se envolvem com as cores na geometria pictórica.
Mas, afinal, o que é real ou surreal?

Inauguração da exposição “Reencontro com a humanidade”, do Mestre Adelino Ângelo

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:: Dia 17 | Sexta-feira
Auditório, 18h30

Inauguração da exposição “Reencontro com a humanidade”, do Mestre Adelino Ângelo e apresentação do livro “Pincel Pessoano”, da Dra. Maria Antónia Jardim, sobre o artista plástico
Apresentação a cargo do Prof. Dr. Fernando Augusto Morais

INAUGURAÇÃO da exposição “Pinturas de Doze Trajectos”, alunos do Atelier do Golgota

:: Dia 16 | Terça-feira
Galeria da Cave, 21h00

[Bernadette Poisson Coutinho, Dany Mexia Alves, Fernando Jorge Mascarenhas, Isabel Valente, Lúcia Freitas, Maria Emília Dias, Maria Vasques, Nair Taveira, Teresa Mexia Alves, Zilda Cardoso, Inês Beires e Henrique Teixeira]

Théodore Chassériau, tinha por hábito, quando viajava, de anotar ao lado dos croquis que ia fazendo, o seu pensamento. Ele ia registando a sua impressão não só através do desenho, como também através da reflexão pela palavra. Criava-se assim uma intimidade entre o gesto do desenho e o gesto do pensamento. Um equilíbrio.
Nas aulas que eu dou, a minha ambição vai quase até aí.
Mais do que ensinar a desenhar, eu pretendo ensinar a ver, a parar o olhar, um olhar silencioso, sobre todas as coisas que nos rodeiam, a perceber o seu movimento e a sua linguagem. E a relacionar essa posição de ver, com o pensamento, e com a liberdade de usar os materiais, quaisquer que sejam, que deixem no papel um vestígio: um risco, uma mancha, uma forma.
Os trabalhos que aqui se expõem, são exercícios que cada um escolhe, de acordo com o seu gosto, o seu imaginário, as suas memórias, a sua vontade de expressão. Cada um pinta aquilo que lhe toca a alma, e cada um se ouve, enquanto trabalha. É como tornar visível um conteúdo que se descobre.
Não imponho técnicas, nem desvendo segredos. Cada um as vai criando, e desvendando-se a si próprio. E vai criando um canto no seu mundo, dedicado a si, para além da rotina partilhada, ela também importante, mas incompleta.
É simples.
Mónica Baldaque

Cumplicidade aguarelada …
Um discreto ramo torcido de limoeiro florido repousa num dos cantos da mesa rectangular que tantos segredos e historias tem para recordar…Uma sonata de Bach acompanha os movimentos dos pincéis e vai dando as tonalidades às cores que vão aparecendo discretamente nas telas….
Uma tela inacabada repousa no cavalete e olha para nós esperando sempre uma mensagem amiga da Mónica, companheira e mestre que nos vai guiando nos horizontes da multiplicidade das linhas e das cores.
Um chapéu de palha, com fita azul, voa no atelier e entra na tela onde estão pintados os campos de trigo dourado…
Algumas buganvílias, por cima duma balaustrada, lembram outros tempos….
Um detalhado perfil surge do século XVIII e vai descansar num biombo antigo…
Uma carroça desce numa viela queimada pelo sol, algures…
A sombra de uma árvore centenária abriga as nossas hesitações e dúvidas cromáticas…
Um lápis dança na textura branca do papel ao som das notas musicais que esvoaçam no atelier e vão desaparecendo no arvoredo do jardim…
São estas as pequenas histórias das tardes de quarta-feira que vão surgindo já há alguns anos na paleta do tempo, na companhia da velha magnólia e do rio Douro, sempre à luz do sol que desaparece suavemente…
Bernadette Poisson Coutinho